REVERB
REVERB com Pedro Gravena: por que errar faz parte da criatividade

Encerramos a temporada do REVERB com um dos criativos mais premiados do Brasil: Pedro Gravena, dono de mais de 40 Leões de Cannes e dois Grand Prix, diretor de criação, professor e nome influente da propaganda. O tema que ele escolheu foi o erro.
- +40Leões de Cannes
- 2Grand Prix
Por que errar faz parte da criatividade?
Gravena provocou a plateia: vivemos um momento em que é pouquíssimo permitido errar, e isso, para a criatividade, é receita para não dar certo.
Quem não erra, não acerta muito.

Ele defende até um "anti-portfólio", porque os erros ensinam mais do que a vitrine de acertos.
Seja um "fazedor"
Gravena também defende ser um maker, um fazedor. Ele passa horas construindo coisas "só porque pode", de máquinas inúteis a experimentos livres. Esse exercício sem briefing alimenta o repertório e, no fim, aparece no trabalho.
A coisa mais difícil — e mais valiosa — é conseguir transmitir a sua personalidade no seu trabalho.
A ideia que não precisava de mídia
Ele contou a história do seu primeiro Grand Prix (2005): sem verba de mídia, a equipe grudou um monitor na parede com Super Bonder e transmitiu tudo ao vivo: era o "reality advertising" (relembre o case). As pessoas entravam para mandar mensagens que apareciam na tela em tempo real, e aquilo virou conversa entre gente de 80 países. A ideia ganhou vida própria e foi muito além do que tinha sido planejado, sem nenhuma mídia paga.
Por trás do case teve muita teimosia. Quando o time já desanimava, Gravena bancou o monitor do próprio bolso e mandou e-mail para o VP toda semana, por cerca de dois meses, até o projeto sair do papel.

O REVERB existe para esse tipo de troca. A coragem de propor o inesperado, que Gravena defendeu no palco, também guia o nosso método Skinbo. Vamos conversar sobre a sua marca.
Perguntas frequentes
Por que errar faz parte da criatividade, segundo Pedro Gravena?
Porque vivemos um momento em que é pouquíssimo permitido errar, e isso, para a criatividade, é receita para não dar certo. Como ele resume: quem não erra, não acerta muito. Os erros ensinam mais do que a vitrine de acertos.
O que é ser um "fazedor" (maker) na criação?
É passar horas construindo coisas só porque pode, de máquinas inúteis a experimentos livres, sem briefing. Esse exercício alimenta o repertório e, no fim, aparece no trabalho.
O que foi o case "reality advertising" da Super Bonder?
O primeiro Grand Prix de Gravena (2005). Sem verba de mídia, a equipe grudou um monitor na parede com Super Bonder e transmitiu ao vivo mensagens de pessoas de 80 países. A ideia, sem formato fixo, foi mais longe do que mídia paga levaria.